Google+ Followers

sexta-feira, 2 de março de 2012

Poema de marinheiros Autor: Potyguar Mattos

Poema de marinheiros
Aos meus irmãos viajantes
Em que porto me esperais marinheiros apressados?
O sol da infância era louro, pés descalços, braços nus,
a cachoeira cantava claro canto de aguazul..
Em que porto me esperais?
Descia o vento da serra embrulhada em finos véus,
açoitava nossas faces de índios e homens maus...
Loucuras de adolescência, longínquas meninas lindas,
em cada porto um amor, em cada amor um destino...
Vossos navios de prata, em que ilha eles demoram?
Estão no fundo do pélago ou ancoraram em estrelas?
Minha alma morta me diz,
´´talvez na mão Dele deslize`` ,
deslize na mão direita, sejam de papel os barcos escorrendo na enxurrada´,
os homens viram meninos no pico da lua cheia,
quando os sonhos afogados, ja nem mais bracejam tontos,
entre destroços de barcos ...
Apenas chore a saudade, nos braços da esperança morta...
Marinheiros apressados , em que porto me esperais?
Autor : Potyguar Mattos