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segunda-feira, 12 de março de 2012

Livro do Desassossego Autor : Bernardo Soares


"Tenho ternura, ternura até às lágrimas, pelos meus livros de outros em que escrituro, pelo
tinteiro velho de que me sirvo, pelas costas dobradas do Sérgio, que faz guias de remessa um
pouco para além de mim. Tenho amor a isto, talvez porque não tenha mais nada que amar -
ou talvez, também, porque nada valha o amor de uma alma, e, se temos por sentimento que o
dar, tanto vale dá-lo ao pequeno aspecto do meu tinteiro como à grande indiferença das
estrelas."




Neste trecho do livro do desassossego, Fernando Pessoa através de seu heterônimo Bernardo Soares da vasão a todo o niilismo, vivido por sua época e geração, com um profundo sentimento de desesperança e falta de sentido da vida, pois ele vivia sem acreditar mais em utopias capitalista, quanto socialista e também desacreditava nas doutrinas humanas que comandavam as filosofias religiosas, deixando este homem pensante abandonado de qualquer saída ou explicação metafísica.