Google+ Followers

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Parábola do Mordomo Infiel Autor : Lucas16:1-13






«Disse Jesus também aos discípulos: Havia um homem rico, que tinha um administrador; e este lhe foi denunciado como esbanjador dos seus bens. Chamou-o e perguntou-lhe: Que é isto que ouço dizer de ti? Dá conta da tua administração; pois já não podes mais ser meu administrador. Disse o administrador consigo: Que hei de fazer, já que o meu amo me tira a administração? Não tenho forças para cavar, de mendigar tenho vergonha. Eu sei o que hei de fazer para que, quando for despedido do meu emprego, me recebam em suas casas. Tendo chamado cada um dos devedores do seu amo, perguntou ao primeiro: Quanto deves ao meu amo? Respondeu ele: Cem cados de azeite. Disse-lhe, então: Toma a tua conta, senta-te depressa e escreve cinqüenta. Depois perguntou a outro: E tu quanto deves? Respondeu ele: Cem coros de trigo. Disse-lhe: Toma a tua conta e escreve oitenta. O amo louvou ao administrador iníquo por haver procedido sabiamente; porque os filhos deste mundo são mais sábios para com a sua geração do que os filhos da luz. Eu vos digo: Granjeai amigos com as riquezas da iniquidade, para que, quando estas vos faltarem, vos recebam eles nos tabernáculos eternos. Quem é fiel no pouco, também é fiel no muito; e quem é injusto no pouco, também é injusto no muito. Se, pois, não fostes fiéis nas riquezas injustas, quem vos confiará as verdadeiras? Se não fostes fiéis no alheio, quem vos dará o que é nosso? Nenhum servo pode servir a dois senhores; porque ou há de aborrecer a um e amar ao outro, ou há de unir-se a um e desprezar ao outro. Não podeis servir a Deus e as riquezas.» (Lucas 16:1-13)





Esta parábola tem causado muita controvérsia sobre a lição moral que Jesus procurou nos ensinar, porque se for lida separadamente de todo o Evangelho, pode parecer aos mais apressados e menos cautelosos, que Cristo Jesus elogia um comportamento desonesto, valorizando as atitudes de um fraudador, um espertalhão que tenta comprar a simpatia e a adimiração dos homens com os bens de outrem.
Mas se tivermos o cuidado de compreender esta belíssima mensagem do Mestre Jesus em conjunto com todo os ensinamentos contido nos Evangelhos, primeiramente entenderemos que Cristo Jesus diferencia claramente, o que é considerado riquezas no Reino dos Céus, do que é considerado riquezas para os homens. Tanto nesta passagem, já lida, destacamos: ´´Nenhum servo pode servir dois senhores; porque ou há de odiar a um e amar ao outro, ou há de dedicar-se a um e desprezar o outro. Não podeis servir a Deus e às riquezas.Lucas 16:13´`,  como também em outros evangelhos esta diferença é reafirmada: Não ajunteis para vós tesouros na terra; onde a traça e a ferrugem os consomem, e onde os ladrões minam e roubam;mas ajuntai para vós tesouros no céu, onde nem a traça nem a ferrugem os consumem, e onde os ladrões não minam nem roubam.Mateus 6:19-20
Mas Jesus vai mais além ao criticar veementemente os considerados ´´filhos da luz``, isto é, os religiosos da época, os fariseus, pois afirma que até algumas pessoas do mundo, como este negociante fraudador e cheio de pecados age melhor com as coisas de Deus, pois mesmo com a motivação errada faz o bem ao seu semelhante, do que os religiosos que deveriam ser mais esclarecidos e zelosos em divulgar o amor, o perdão, a esperança, a fé, que, estes sim, são os valores caros a Deus, mas só se importam com as coisas mundanas: prestígio, títulos, dinheiro, e poder sobre os homens. Este ensinamento está bem explícito no versículo 8 deste capítulo do livro de Lucas: ´´porque os filhos deste mundo são mais sábios para com a sua geração do que os filhos da luz.Lucas16:8.``
Entretanto o que causa mais estranheza na parábola, é a passagem em que o Senhor de terras ao descobrir que o mordomo diminuiu as dívidas dos agricultores, ele aprova a atitude deste, também escrito no versículo 8: ´´O amo louvou ao administrador iníquo por haver procedido sabiamente``.
Este trecho mostra a profundidade do ensinamento do Mestre, pois não fala Jesus dos homens comuns, mas usa as relações humanas de trabalho e riquesa daquela época, como alegoria representando Deus Pai, como o proprietário das terras e de todas as riquezas, para nos falar da Justiça e Misericórdia de Deus. Justiça sim, porque ao descobrir que seu administrador estava dissipando os seus bens, Ele demite o mordomo, mas também age com misericórdia, porque segundo a lei da época, se um propietário descobre que esta sendo lesado, além de poder demitir o desonesto, este se fosse entregue para as autoridades, seria preso, e sua família seria obrigada a trabalhar ate pagar todas as dívidas com o senhor. Mas vemos que o mordomo não foi preso nem entregue as autoridades devido a Imensa Misericórdia de Deus, por isso na estória não se trata de homens comuns, posto que se assim fosse, além de demitido e preso, nunca um senhor de terras também adimitiria o perdão de dívidas de seus agricultores.
Mas na alegoria da parábola, quem seria o mordomo infiel? Este Jesus coloca como sendo nós, os filhos de Deus, nos quais, por seu desmedido Amor, confia o Altíssimo Pai , uma enormidade de riquezas para administrar. Não se engane meus irmãos, nos previne o Amado Mestre, pois nada é nosso, e sim um empréstimo, uma dádiva de Deus, já que nossa vida, nossa amada família, nossa saúde, e até mesmo os recursos materias, intelectuais, as oportunidades de trabalho e tudo que nos cerca provem do Pai. E faz nos refletir nosso Salvador, sobre como estamos procedendo com tamanha Graça consedida por Deus? Será que estamos cuidando adequadamente de tudo que nos foi confiado pelo Pai? Ou seremos como mordomos dissipadores, que desperdiça tantas bençãos do nosso Criador. Nos chama atenção Cristo, porque chegará o dia em que nosso Pai tomará de volta para se todas essas riquezas a nós confiadas e nos cobrará a administração. Que faremos nós? Por isso Cristo Jesus nos aconselha a seguirmos o exemplo do mordomo: ´´Eu vos digo: Granjeai amigos com as riquezas da iniquidade, para que, quando estas vos faltarem, vos recebam eles nos tabernáculos eternos.``Lucas 16:9. Nos aconselhando assim a sairmos para o encontro ao nosso semelhante,e agirmos com misericórdia para com ele, da mesma forma que o Pai tem para conosco. Já que ´´amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a se mesmo``, máxima deixada por Cristo, que resume todas as leis e todos os profetas, nos impele a socorrermos nossos irmãos necessitados, sendo nós assim o instrumento da Providência Divina para com o nosso próximo, e assim nos permite Deus Pai, apesar da nossa pequenez, a aprendermos a amar como Jesus amou, para que possamos ser chamados de verdadeiros cristãos, e fiéis seguidores de Cristo Jesus. Para que no dia do Juízo, quando as riquezas materiais já não importarem, teremos nós amealhado os tesouros do Céu, como nos ensinou Cristo em Mateus: ´´Porque onde estiver o teu tesouro, aí estará também o teu coração.Mateus 6:21``. Amém, meus irmãos!